Fluminense e Flamengo fazem uma final de Campeonato Carioca que não chega a causar surpresas. Na Libertadores, o Tricolor e o Rubro-Negro iniciaram o Estadual mais tranquilos que os rivais Botafogo e Vasco, que atravessam reformulação após o rebaixamento à Série B.

Apesar de algumas semelhanças no âmbito geral, o clássico guarda também muitas diferenças entre os clubes que protagonizam um antagonismo centenário.

O primeiro encontro desta decisão será amanhã (15), no Maracanã, e com direito a debate nos bastidores. O clube das Laranjeiras e o da Gávea se mostram em lados diferentes em relação à presença de público. Enquanto o Flamengo é favorável à utilização de 30% da capacidade, o Flu é contrário à medida.

Mais do que a discussão entre os clubes, a presença de torcida depende do aval da prefeitura do Rio de Janeiro, que entende que o decreto “que suspende temporariamente a presença de público em estádios e ginásios esportivos, está em vigor”.

Outras diferenças

Fluminense e Flamengo guardam muitas outras diferenças. A começar pelo banco de reservas. Enquanto Roger Machado foi contratado para a atual temporada, inicia o trabalho no Tricolor e busca dar sua cara ao time, Rogério Ceni está a caminho do sétimo mês à frente do time rubro-negro, tendo sido campeão do Brasileiro e único treinador dos quatro grandes do Rio de Janeiro a ser mantido no cargo entre uma temporada e outra.

Para 2021, enquanto o clube das Laranjeiras foi ao mercado da bola e acertou com oito reforços — os zagueiros David Braz, Manoel e Rafael Ribeiro, os lateral Samuel Xavier, o volante Wellington, o meia Cazares e os atacantes Abel Hernández e Bobadilla —, o Rubro-Negro foi mais comedido e contratou apenas o zagueiro Bruno Viana.

Além disso, um ponto que separa os rivais é a questão econômica. O Fluminense ainda enfrenta dificuldades nos cofres e tenta equilibrar as contas. Já o Flamengo, demonstra uma saúde financeira melhor, tendo poder de investimento e passando longe das crises de outrora.

Há também semelhanças

Fluminense e Flamengo entraram no Carioca como favoritos à final. Com boas campanhas no Brasileiro — que rendeu o título ao Rubro-Negro e a vaga na Libertadores ao Tricolor — as equipes deram continuidade ao trabalho que já vinha sendo realizado, mantendo a base do time titular e, até mesmo, se “dando ao luxo” de utilizar reservas e jogadores da base.

Os destaques apontados nos dois clubes nesta disputa de Estadual, inclusive, são nomes que não figuram entre os titulares. Nas Laranjeiras, Ganso, Gabriel Teixeira, Cazares e Caio Paulista podem ser citados como exemplos, enquanto no lado da Gávea, Pedro, Rodrigo Muniz, Michael e Vitinho.

Vale lembrar que essa sequência do planejamento entre 2020 e 2021 pode ter tido um peso ainda maior pelo fato de não ter havido pré-temporada, diante do apertado calendário em meio à pandemia.

Pedra no sapato?

Apesar de o favoritismo tender ao clube da Gávea, a equipe tricolor tem levado a melhor no clássico. Neste ano, por exemplo, venceu os dois duelos, no segundo turno do Brasileirão da última temporada, de virada, e na primeira fase do Carioca, por 1 a 0, quando os dois usaram times alternativos.

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