Nasce pobre, muitas vezes miserável, escorraçado pela elite e, depois de tanto suor derramado e ir contra todas as probabilidades, é obrigado ainda a ser chamado de “mercenário”.

O jogador brasileiro, na sua grande maioria, tem a mesma origem e também o mesmo destino: ser frequentemente alvo de perseguição estúpida, como se ganhar (muito) dinheiro honesto fosse crime.

O que presenciamos anos após anos no mercado da bola nada mais é do que o reflexo da nossa triste sociedade, aquela que só “permite” ou “aceita” o sucesso de alguns privilegiados em detrimento do sofrimento da maioria.

Mais novo objeto de ataques, Talisca abriu mão dos milhões no Guangzhou Evergrande, da China, para ganhar outros tantos milhões no Al Nassr, da Arábia Saudita – rescindiu contrato antes de mudar de ares.

Poderia ter voltado para o Brasil e reforçar, por exemplo, Atlético-MG, Flamengo ou Palmeiras, mas preferiu novamente colocar o lado financeiro como prioridade. De vida ou profissional, tanto faz.

Fez o que tinha que fazer. É feliz assim e seguramente garante a felicidade dos seus. Sabe-se lá quantos familiares, amigos e até desconhecidos dependem do meia-atacante formado no Bahia.

Quem somos nós para julgar as preferências – e as obrigações – de um jogador de futebol? E mesmo que fosse simplesmente “dinheiro por dinheiro”, repito: quem somos? Dai a Talisca o que é de Talisca.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui