A final de hoje no Campeonato Carioca entre Flamengo e Fluminense ocorre em uma semana na qual o técnico Rogério Ceni voltou a ser criticado pela atuação do time rubro-negro. Mas o adversário Roger Machado também tem uma sequência importante no tricolor após a derrota da última terça-feira para o Junior Barranquilla, tendo o Fla-Flu decisivo do Campeonato Carioca e o River Plate na quarta-feira valendo classificação na Libertadores.

No podcast Posse de Bola #127, Mauro Cezar Pereira afirma que a semana do Fluminense é complicada e, no caso de perda do estadual e queda na Libertadores, pode acabar prejudicando a situação de Roger nas Laranjeiras.

“É claro que se o Flamengo perder para o Fluminense e tomar uma porrada, é claro que o Rogério Ceni vai ser mais questionado do que nunca, isso aí qualquer criança sabe. O Roger também se o Flamengo vencer o Fluminense e o Fluminense não se classificar quarta-feira. O Fluminense tem que ganhar do River Plate, se empatar vai depender do Junior Barranquilla não ganhar lá do possante Santa Fe, que é o time que ganhou agora a coroa de maior amarelão da Libertadores. Você não pode jogar com um time sem goleiro e perder dessa maneira, isso aí não tem perdão”, completa.

“É só ganhar desse time mequetrefeque, o Junior Barranquilla coloca a faca no pescoço do Fluminense, então o Fluminense tem uma semana complicada. Pode sobrar para o Roger, imagine o Fluminense fora da Libertadores e derrotado pelo Flamengo. Não vai ser demitido antes”, completa.

No caso de Rogério Ceni, Mauro Cezar afirma que há uma histeria na crítica ao treinador do Flamengo, como se ele fosse o único problema, quando na realidade é apenas um dos responsáveis pela atuação como a da última quarta-feira contra a LDU.

“É óbvio que o Flamengo tem uma série de problemas, e ele tem as suas responsabilidades, é o técnico, especialmente o problema da bola defensiva. Também acho que ele não foi bem nesse jogo na quarta-feira, inventou demais, muitas mudanças, não era momento para isso. E há uma força muito grande na rede social pela mudança do técnico como se tudo se resumisse ao técnico, quando ele é um pedaço do problema e também um pedaço da solução, diz Mauro.

“O Flamengo fez ótimas partidas esse ano e ele era o técnico, foi a estratégia que ele montou. Ou o jogo do Vélez na Argentina não existiu? Ou o jogo contra a LDU em Quito não existiu? Quando a LDU estava invicta, agora vinha de quatro derrotas seguidas. Teve bons e maus momentos. Então existem problemas e existem também virtudes, a questão é ajustar e cobrar o técnico, não da forma histérica como acontece em rede social”, conclui.

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