Certamente, não falo de levantar taças com o São Paulo. Isso, RC01 fez muito bem, obrigada.

Já no quesito defesa, quem diria, o argentino teria algumas aulas a dar ao colega. O que o São Paulo fez contra o Palmeiras nas finais do Paulista poderia entrar para as apostilas (existe isso ainda?) do futebol brasileiro. Algo que pouco se valoriza aqui ainda: disciplina tática, especialmente a defensiva.

A velocidade de recomposição do tricolor ontem foi assustadora. Em um dos poucos contragolpes que conseguiu aplicar, aos 38 minutos do segundo tempo, o alviverde chegou à área para encontrar nada menos que sete adversários já postados para proteger Tiago Volpi. Sete. Em 16 segundos.

Enquanto isso, o Flamengo sofre para dar cobertura aos seus goleiros (no plural mesmo), tomando gols em praticamente todas as partidas que disputa, mesmo contra times fracos. Só na Libertadores, foram nove – o líder de grupo mais vazado até agora.

E não acho que o problema seja a zaga, mas todo o sistema defensivo rubro-negro, o que engloba a equipe inteira, a capacidade de voltar para marcar, de se recompor ao perder a bola.

Um grupo com o talento ofensivo do Flamengo vai sempre correr mais riscos, então se reorganizar é chave para não dar oportunidades tão claras aos oponentes. O que mais se vê, no entanto, são os jogadores correndo de frente para a bola – o que, como se sabe, é ótimo ao atacar, desastroso ao defender-se.

Rogério tem tido pouca paz na Gávea, apesar dos títulos conquistados. Injusto, sem dúvida. Mas não posso deixar de pensar que, dificilmente, um bom técnico faria pior do que ele com o elenco de que dispõe. E que um melhor do que ele na capacidade de armar a defesa, como Crespo dá pinta de ser, provavelmente faria melhor.

Sem falar na elegância, né, minha gente. Ceni está muito novo para o visual tiozão que nos obriga a tolerar toda semana. Pelas deusas.

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