Atual bicampeão brasileiro, o Flamengo chega à competição com capacidade para quebrar mais uma marca histórica: pela primeira vez conquistar três títulos nacionais em sequência, o que consolidaria sua hegemonia nacional e marcaria ainda mais o atual grupo de jogadores na trajetória do clube. Os obstáculos estão dentro do próprio rubro-negro, e Rogério Ceni tem a missão de resolver algumas oscilações.

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O Flamengo de Gabigol, ídolo do clube

Imagem: Rodrigo Coutinho

Não resta dúvida que o time titular do Flamengo é o melhor do país. Com a escalação ideal em campo, dificilmente o rubro-negro não consegue ter momentos de predomínio contra qualquer equipe do Brasileirão. O problema é que se mostra um time bem vulnerável defensivamente. E se somarmos a quantidade de chances perdidas em muitos jogos, o Mais Querido mostra o seu ponto fraco. Não é raro dominar, criar, e mesmo assim não vencer.

Ceni manteve a mesma espinha dorsal da última competição. Willian Arão como zagueiro. Diego e Gerson(se permanecer) na dupla de volantes. Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol como quarteto ofensivo. Filipe Luís segue fazendo a saída de três alinhado aos zagueiros, liberando Isla pela direita, e possibilitando a flutuação de Everton Ribeiro da direita pro centro.

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O time-base do Flamengo para o início do Brasileirão

Imagem: Rodrigo Coutinho

Na esquerda, Bruno Henrique e Arrascaeta se revezam ao dar amplitude ao time. Gabigol se mexe bastante entre o meio e a direita, e Gerson ganha mais liberdade de infiltração que Diego. Filipe Luís, à medida que o time chega ao campo de ataque, também pode atacar pelo meio ou pelo flanco esquerdo. São movimentos bem coordenados e que proporcionam criatividade ao time na maioria dos jogos, sem contar a qualidade individual e o poder de decisão. É bonito de ver jogar!

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A movimentação ofensiva do Flamengo em detalhes

Imagem: Rodrigo Coutinho

Com tanto potencial ofensivo, é natural que o sistema defensivo seja mais exposto que o normal. Ceni tenta minimizar imprimindo uma transição agressiva ao perder a bola. Pressionar rapidamente no campo de ataque, o que nem sempre é bem coordenado e deixa espaços atrás. É necessário fazer isso de forma mais intensa e regular. É urgente melhorar o desempenho na bola parada defensiva. O número de gols sofridos assim é absurdo. Superar lesões e convocações será outro desafio em um elenco desequilibrado em vários setores.

Como faz os gols

Fase Ofensiva/Ataque apoiado – 40%

Contra-ataque – 29%

Bola roubada ou recuperada no ataque – 20%

Bola parada aérea – 6%

Fase Ofensiva/Ataque direto – 5%

Como leva os gols

Bola Parada aérea – 39%

Transição defensiva – 30%

Fase defensiva – 26%

Bola perdida na defesa – 5%

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