O Flamengo não esconde a preocupação com o número de desfalques que terá em um futuro muito breve. O técnico Rogério Ceni, que ainda busca ajustes na equipe e via evolução, terá de colocar o elenco à prova enquanto algumas das estrelas estarão servindo às seleções.

Um desses nomes, inclusive, é o do volante Gerson. A negociação do Olympique de Marselha, da França, pelo camisa 8 deu novos passos e, ao que tudo indica, caminha para um final. O clube francês aceitou o que foi apontado pelo Rubro-Negro no último contato e os departamentos jurídicos já trocam documentos. Internamente, o assunto é tratado como “questão de tempo”.

Com aditivos e alguns “penduricalhos”, as tratativas podem chegar a 30 milhões de euros, algo em torno de R$ 192 milhões. O jogador embarcou ontem (31) para Belgrado, na Sérvia, onde se junto à seleção olímpica, que vai enfrentar Cabo Verde e Sérvia em amistosos preparatórios para os Jogos de Tóquio. A informação sobre o atual estágio foi publicada, primeiramente, pelo “ge” e confirmada pelo UOL Esporte.

Diante do atual cenário, o presidente Rodolfo Landim e o vice-presidente de Relações Externas Luiz Eduardo Baptista, o Bap, inclusive, estiveram ontem (31) com Rogério Caboclo, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para colocar à mesa a possibilidade de paralisar o calendário nacional. O Rubro-Negro aponta que, com oito desfalques, a isonomia dos torneios pode ser prejudicada. Inicialmente, porém, a tendência é que a sugestão não vá à frente.

O zagueiro Rodrigo Caio, o meia Everton Ribeiro e o atacante Gabigol estão com a seleção brasileira principal. O volante Gerson e o atacante Pedro com a olímpica. O lateral-direito Isla com o grupo do Chile, o meia Arrascaeta com o do Uruguai, e Piris da Motta, que voltou recentemente à Gávea, no Paraguai. Somadas as partidas pelas Eliminatórias e a Copa América, Ceni pode ter esses desfalques por 11 rodadas. De seu time titular, nesse cenário, só sobrariam o goleiro Diego Alves, o zagueiro/volante Willian Arão e o atacante Bruno Henrique.

As ausências acontecem em um período em que o treinador analisava melhoria em alguns pontos do time. Na vitória sobre o Palmeiras, na estreia no Campeonato Brasileiro, por exemplo, o time não tomou gol pelo segundo jogo consecutivo. O setor defensivo vinha sendo vazada constantemente e causava dor de cabeça.

“Vencer sem sofrer gols é o ideal. Vencer com uma margem de gols também é ideal, e a gente tentou. Principalmente depois do gol, explorando a velocidade, deixando Michael de um lado e Bruno Henrique de outro. E tivemos até uma oportunidade boa para fazer o segundo gol. Mas, logicamente, a gente fica feliz por passar [zerado], time que tem vocação ofensiva é natural se expor um pouco mais. Mas, mais uma vez passar zerado no jogo, é importante”, disse o técnico.

Na zaga, Ceni volta a buscar o parceiro ideal para Arão. Na lateral direita, o jovem Matheuzinho surge como opção, mas em breve ganha a concorrência de Rodinei, que voltará de empréstimo do Internacional. João Gomes, que vem se destacando desde a reta final da última temporada, deve assumir vaga no meio.

No setor ofensivo, o maior problema. Com três dos quatro titulares fora — Everton Ribeiro, Arrascaeta e Gabigol —, o comandante rubro-negro pode promover Vitinho e Michael. Caso Diego, que vem sendo usado como volante, volte à posição original, Hugo Moura aparece como candidato à frente da zaga.

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