Há uma discussão pertinente sobre a qualidade do jogo apresentado pelo Palmeiras apesar dos títulos importantes da Libertadores e da Copa do Brasil. A estratégia utilizada pelo técnico Abel Ferreira prioriza o jogo defensivo com saída rápida para o ataque para aproveitar falhas dos rivais. Pouca posse de bola, muita velocidade. Certo ou errado, o modelo adotado tem se mostrado ineficaz para bater o principal adversário nacional: o Flamengo.

Não é de hoje que o Palmeiras baseia seu jogo em uma defesa forte e contra-ataques. Foi assim com boa parte dos técnicos anteriores, incluindo aí um Felipão campeão brasileiro em 2018. E repetiu-se na estreia do Brasileiro no Maracanã.

Só que, mais uma vez, o Flamengo bateu o Palmeiras jogando de forma oposta, com posse de bola e imposição de jogo ofensivo. Pelo menos no segundo tempo foi isso que se viu do time rubro-negro. Acumula uma invencibilidade diante do alviverde desde 2017.

É preciso lembrar que o primeiro tempo entre as duas principais equipes brasileiras foi decepcionante. O Palmeiras foi lá um tantinho melhor do que o time rubro-negro. Mas, no final das contas, sobraram erros técnicos dos dois lados em um jogo bem abaixo da final da Supercopa nesta etapa.

Houve uma chance para cada lado, a principal com Luiz Adriano na cara de Diego Alves que fez defesa improvável com os pés. Do outro lado, Pedro teve sua oportunidade na frente de Weverton, mas se desequilibrou. Era pouco para o jogo mais esperado do Brasileiro.

A volta do intervalo mostrou um Flamengo bem mais incisivo na marcação no meio-campo e na aceleração do jogo quando tinha a bola. Passou a dominar a partida e já enfileirou três chances de gol antes dos 10min. Houve até um pênalti não marcado pelo árbitro Anderson Daronco em falta sobre Bruno Henrique. O juiz inventou uma falta de Pedro em lance anterior. Erro crasso.

Flamengo atacava enquanto o Palmeiras esperava e negava espaços, Até que, enfim, houve um lance em que o time alviverde adiantou sua marcação para pressionar a saída do rival. Diego Alves lançou bem com um passe longo, Arrascaeta e Gerson se encarregaram de limpar o lance para Bruno Henrique. Tal uma gazela, o ponta rubro-negra atropelou a defesa alviverde: driblou duas vezes Gabriel Menino e uma Luan. Pedro concluiu o lance.

Em desvantagem, Abel Ferreira deu sangue novo ao seu time com Zé Rafael, Danilo e Wesley. O Palmeiras, no entanto, parece perdido quando tem de agredir ofensivamente um rival do seu mesmo nível. É como um sujeito com o terno no tamanho errado: há algo fora do lugar. Foi até tranquilo o controle do jogo rubro-negro até o final.

É o oitavo jogo seguido em que o Flamengo sai com empate ou vitória diante do Palmeiras. Nesta sequência, há até uma partida em que o time rubro-negro estava esfacelado pela Covid em que o time alviverde ainda assim foi incapaz de vencer.

De resto, a equipe rubro-negra tem sido aquela que procura jogar bola, atacar, agredir o adversário. Às vezes, de forma eficiente, em outras, nem tanto. Já o Palmeiras é aquele que aposta na defesa e contra-ataque para triunfar em uma estratégia que pode-se chamar de resultadismo. Só que não tem dado resultado diante rubro-negro.

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