A primeira rodada do Campeonato Brasileiro reuniu os dois últimos clubes que conquistaram a competição e o atual bicampeão Flamengo levou a melhor sobre o Palmeiras, que venceu pela última vez em 2018. Em um confronto entre os técnicos Rogério Ceni e Abel Ferreira, o brasileiro levou a melhor sobre o português em rodada na qual dos times apontados como candidatos a brigar pela taça, apenas o rubro-negro venceu.

No podcast Posse de Bola #130, os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira analisam a primeira rodada do Brasileirão, a vitória do Flamengo sobre o Palmeiras, o bom início dos clubes nordestinos, o Corinthians derrotado em casa na estreia do técnico Sylvinho, os problemas do Santos de Fernando Diniz, as polêmicas de arbitragem, a final da Liga dos Campeões e os clubes grandes que largaram mal na Série B.

Em sua análise a respeito da estreia do Flamengo, Mauro Cezar afirma que o fim de semana mostrou que hoje o time comandado por Rogério Ceni joga o melhor futebol do Brasil, ainda que tenha problemas defensivos, enquanto ao Palmeiras falta repertório e ao Atlético-MG organização, pelo que ambos mostraram na primeira rodada.

“Foi um jogo para o torcedor da ‘Fla mimimi’ dar uma refletida se é que consegue e ver o óbvio: ninguém joga melhor futebol no Brasil hoje do que o Flamengo. Ninguém joga melhor que o Flamengo, o Flamengo joga o melhor futebol do Brasil. É perfeito? Longe de ser perfeito. É tão bom como em 2019? Está bem distante disso”, diz Mauro Cezar.

“Tem problemas defensivos, embora não tenha tomado gols nos dois últimos jogos? Tem e eles não vão ser corrigidos de uma hora para outra, se forem corrigidos, vai levar um tempo, é pouco a pouco, um jogo, outro jogo, toma um gol, volta a falhar, conserta aqui, melhora ali, até encontrar. É fundamental, time que toma muito gol não vai a lugar nenhum, então isso tem que ser corrigido urgentemente, é óbvio que tem que ser corrigido, e é responsabilidade do técnico também, claro, é o Rogério Ceni que tem que consertar, mas ainda assim ninguém joga futebol na qualidade que joga o Flamengo hoje no Brasil”, completa.

Mauro chama a atenção para a forma com o Atlético-MG, que fez forte investimento em contratações para brigar pelo título brasileiro que não conquista há 50 anos, se portou em sua estreia na competição, diante do Fortaleza, perdendo de virada por 2 a 1 no Mineirão.

“Essa rodada mostrou um pouco isso, especialmente em jogos como Atlético-MG 1 x 2 Fortaleza, que foi um negócio realmente assim, um choque de realidade para o torcedor do Galo. Foi um negócio impressionante, você vê a bagunça que era o Atlético-MG no segundo tempo e como o Fortaleza bonitinho, organizadinho, com o raio do trovão do Yago Pikachu, como é que virou o jogo, é um negócio para o torcedor do Atlético-MG parar e pensar bem no que está acontecendo nesse time milionário que foi montado em Belo Horizonte”, conclui.

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