O Atlético Mineiro cumpriu sua obrigação na fase de grupos da Libertadores, atropelando os frágeis adversários e fazendo a melhor campanha geral. Mesmo oscilando com sofrimento no título do estadual contra o América e estreando no Brasileiro com derrota para o Fortaleza.

Mas é sorteio e os times argentinos, especialmente os gigantes Boca Juniors e River Plate, com a cultura de tratar o mata-mata com mais seriedade e muitas vezes entrando no segundo pote das oitavas. O que não significa necessariamente fraqueza. Ainda mais considerando que serão quase dois meses até a volta do principal torneio sul-americano.

Pois o “prêmio” para o Galo de Cuca por sobrar na primeira fase é encarar o Boca. Ida na Bombonera, volta no Mineirão. Mesmo sem presença de público, uma pedreira. Sem brilho recente e título desde 2007, o Boca chegou à final de 2018 e nas semifinais de 2019 e 2020.

Em contraste, o Palmeiras repete a felicidade nos sorteios da campanha do título na temporada passada. Fugiu de todos os “enroscos” e encara a Universidad Católica. O time chileno mandou o Nacional para a Sul-Americana e o Atlético Nacional para casa, mas era um dos confrontos mais acessíveis. Palmeiras é muito favorito, porém nas quartas pode cruzar com São Paulo ou Racing. Mas ainda é muito cedo para qualquer projeção além da próxima fase.

Aliás, uma das curiosidades do sorteio foi a repetição de dois duelos da primeira fase: além do citado acima, que novamente é pedreira para o time de Hernán Crespo, o Internacional encara o Olimpia. Um alívio para a equipe do já contestado Miguel Ángel Ramírez. Ainda assim, é melhor ter cuidado com o “maluco” time paraguaio, capaz de levar e enfiar goleadas.

O Flamengo fugiu do temido confronto com o São Paulo – um dos assuntos mais comentados no Twitter depois da definição dos classificados e no dia do sorteio. Mas encara novamente Sebastián Beccacece, que eliminou o time rubro-negro com o Racing no ano passado e agora comanda o Defensa y Justicia, campeão da Sul-Americana. Convém respeitar e muito.

O Fluminense também foi feliz, encarando o Cerro Porteño. Se mantiver o nível de desempenho a chance de chegar às quartas, como nas três últimas campanhas, é considerável.

No mais, coube ao Argentinos Juniors o confronto com o River Plate. Já o Vélez Sarsfield pega o Barcelona de Guayaquil, surpresa da fase de grupos superando o Boca e mandando o Santos, vice da última edição, para a Sul-Americana.

Torneio que curiosamente reuniu os dois confrontos com mais títulos de Libertadores: Dez conquistas em Santos x Independiente e oito no lendário clássico uruguaio Nacional x Peñarol. O Red Bull Bragantino faz confronto sem favoritos com Independiente del Valle, o Grêmio também vai encarar altitude contra a LDU e o Athletico pega o América de Cali.

Todos os brasileiros têm chances consideráveis de classificação. Mas é inegável que o Galo pegou a maior “carne de pescoço”.

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