A relação entre Flamengo e Maracanã ganhou mais um capítulo recentemente, com a reclamação do técnico Rogério Ceni quanto ao estado do gramado. O assunto não chega a ser novidade pelos lados da Gávea, mas ganhou um novo ingrediente com a confirmação das cidades-sede da Copa América, que será disputada no Brasil.

A diretoria rubro-negra estudava mandar um ou dois jogos no Mané Garrincha, estádio onde conseguiria cumprir alguns acordos com o BRB, Banco de Brasília, patrocinador máster, e, ao mesmo tempo, seria possível “poupar” um pouco o Maracanã.

Porém, Brasília será um dos locais no mapa da Copa América, assim como o Rio de Janeiro. A tabela da competição sul-americana ainda não foi divulgada, mas, diante dos prazos que são necessários cumprir junto à Conmebol, organizadora do torneio, não está descartada a possibilidade de o Rubro-Negro avaliar estádios no Rio para mandar duelos — o fato de as partidas não terem público pesa na tomada de decisão.

Reclamações quanto ao gramado do Maracanã por parte do Flamengo não são novas e voltam à tona após as falas de Ceni, que depois do triunfo sobre o Palmeiras, no último domingo, na estreia no Campeonato Brasileiro, ao considerar que houve uma “piorada grande”.

“O gramado deu uma piorada grande, não sei se vão fazer uma reforma. A situação começa a ficar difícil, porque a bola quica demais. As pessoas querem ver um jogo rápido, com toque de bola. Além de tudo, a grama estava seca, não foi molhada. Ainda bem que veio a chuva”, disse.

No ano passado, após duelo com o Fortaleza, pelo Brasileiro, o meia Diego disse que a equipe enfrentou o time adversário e o gramado. Em outra oportunidade, o vice-presidente de futebol Marcos Braz chegou a avaliar como o “pior gramado do Brasil”. Posteriormente, o atacante Gabigol chamou o campo de “bosta”.

Houve uma melhora, mas o local voltou a apresentar defeitos. O assunto é discutido internamente e há uma busca pela recuperação, até pelo fato de o Maracanã ser apontado como um trunfo pelos bons resultados que a equipe obtém atuando ali.

Em maio, Flamengo e Fluminense renovaram, por mais seis meses, a Permissão de Uso do Maracanã, junto ao Governo do Estado. Os clubes estão à frente do estádio desde abril de 2019, quando tiveram proposta para cessão temporária escolhida após o contrato com o “Consórcio Maracanã”, que fazia a gestão, ser rompido pelo poder estadual.

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