A palavra momento sempre está em destaque nos debates sobre a seleção brasileira. Afinal de contas, a atual fase do jogador é importante ou não para definir convocações e o time titular? Obviamente o momento se soma a outros fatores numa realidade tão específica quanto a de uma seleção nacional, e Tite parece ter dado mais relevância a isso ao começar a definir o time que enfrenta o Equador nesta sexta-feira.

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Tite durante treino da seleção brasileira

Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Alex Sandro, Fred, Lucas Paquetá e Gabigol devem iniciar jogando, o que significa as saídas de Renan Lodi, Everton Ribeiro e Roberto Firmino com relação ao time base dos últimos jogos. Douglas Luiz cedeu espaço a Fred, mas está suspenso por excesso de cartões amarelos e pode voltar como titular diante do Paraguai na rodada seguinte. A atual fase dos jogadores envolvidos nas trocas explica.

Renan Lodi foi muito bem em sua primeira temporada pelo Atlético de Madri, mas caiu de produção na última e perdeu espaço no time titular. Mesmo dando respostas positivas em suas aparições recentes com a camisa da seleção, o ex-atleta do Athlético-PR deve ceder vaga a Alex Sandro, que mais uma vez teve uma temporada consolidada na Juventus. Sabe-se que Lodi tem mais qualidade, mas Tite aposta numa fase mais regular do lateral ex-Santos.

Ambos encaixam bem naquilo que vem sendo pedido a quem executa a função na equipe. Ocupar o corredor esquerdo do campo, dando amplitude e profundidade ao time por ali na fase ofensiva. Encaixe também não deve faltar com Fred. Mesmo sendo canhoto, ele pode ocupar o setor direito do tripé de meio brasileiro sem problemas. Vem de ótima temporada no Manchester United.

A função que vinha sendo executada por Douglas Luiz consiste em oferecer apoio pela meia-direita. Muitas vezes se posicionando entre as linhas de meio e defesa do time adversário. Há também a possibilidade de Lucas Paquetá, por ter mais características de meia, ocupar esta função, e aí Fred passaria à meia-esquerda, sustentando uma ”primeira linha” de meio com Casemiro e Danilo quando o Brasil estiver atacando.

Vale lembrar que o lateral-direito da seleção tem tido função diferente em comparação ao lateral-esquerdo. O primeiro ataca por dentro, como um meio-campista, e deixa a amplitude no setor a cargo do ponta-direita, geralmente Richarlison. O segundo se lança bem aberto pela esquerda, como citado acima ao explicar a disputa entre Renan Lodi e Alex Sandro.

Everton Ribeiro não treinou regularmente nos últimos dias, mas independentemente disso, Lucas Paquetá recupera espaço por ter ido bem na temporada francesa pelo Lyon. O atual meia do Flamengo não vive boa fase há alguns meses e teve até mesmo a sua convocação questionada. Paquetá precisa ganhar sequência em um setor que é carente de novos nomes e Tite sabe disso.

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Ocupação de espaços que o Brasil deve ter no momento ofensivo

Imagem: Rodrigo Coutinho

Já no ataque, Gabigol deve, enfim, ganhar a tão aguardada oportunidade como titular em um jogo oficial. A questão é Tite fazer com que o atacante do Flamengo possa se movimentar do jeito que mais lhe favorece. Se ficar preso somente na região entre os dois zagueiros, a tendência é não oferecer tudo o que pode. Promover trocas entre Paquetá, Neymar e o próprio Gabriel na faixa central seria ideal para tirar o máximo do trio. Gabigol precisa se mexer para atacar espaços, e não ”fixar zagueiros”.

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