Em reunião em São Paulo, os clubes das Séries A e B do Brasileiro firmaram uma carta de intenções para a fundação da liga para organizar o Brasileiro. O documento foi assinado por 40 times. Isto é, os times da Segundona foram incluídos oficialmente. Estavam presentes 36 clubes, e quatro por videoconferência —Sport, Brusque-SC, Operário-PR e Confiança-SE.

No documento, assinado por todos, falam em igualdade de tratamento e negociações privadas e públicas “uniformizadas”.

Está na cláusula primeira: “Os clubes ao subscreverem a presente CI [carta de intenções] manifestam a sua intenção de constituir a Liga para fortalecimento do futebol brasileiro, uniformizando a atuação em negociações privadas e públicas, mirando eficiência, transparências e igualdade de tratamento”.

Em seguida, afirma-se no documento que serão redigidos os documentos de constituição da Liga que vão detalhar todos os itens ali previstos. Ainda não foi discutido, por exemplo, se todos terão votos iguais dentro da Liga, o que será determinado dentro do estatuto.

A premissa é, sim, que todas as negociações de direitos do Brasileiro sejam unidas. Mas isso também não está detalhado sobre como ocorrerá. Não há pressa para este ponto: há contratos em vigor individuais com a Globo e a Turner até 2024. Mas a Liga já fará planos de negócios conjuntos para até dez anos. A questão da divisão de recursos, no entanto, será discutida bem no futuro, para evitar divergências no início.

Em seguida, a Carta de Intenções estabelece que uma comissão de agremiações das Série A e B vai elaborar os estatutos e atas para a fundação da liga em 90 dias.

“Dito isso, todos os abaixo subscritos se comprometem a cooperar e empregar os melhores esforços a fim de que a Liga seja constituída e se encontre em pleno funcionamento o quanto antes.”

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