Uma das principais mudanças promovidas pelo técnico Rogério Ceni no Flamengo foi a das posições de Willan Arão e Diego, com o volante passando a ser escalado como zagueiro, enquanto o meia virou primeiro volante, com o objetivo de melhorar a qualidade do passe e da saída de bola. Com o recuo de Arão, zagueiros que não conseguiam se firmar viram a concorrência no setor aumentar.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira, no programa Dividida, do Canal UOL, Paulo Pelaipe, que foi gerente de futebol do Flamengo durante o período do técnico Jorge Jesus, acredita que Renato Gaúcho pode recuperar jogadores do clube rubro-negro, em especial os zagueiros, considerando que Ceni tirou a confiança de Léo Pereira e Gustavo Henrique ao recuar Willian Arão.

“Eu acredito que o Renato tenha condições de recuperar, por exemplo, o Léo Pereira não desaprendeu a jogar, um zagueiro vigoroso, um zagueiro importante o Athletico-PR, em 2019 o menino, o Gustavo Henrique no Santos, titular absoluto do Santos, com Sampaoli na quela campanha do Santos, não só defendendo, também muito bom na bola aérea ofensiva, eu acredito que esses dois jogadores o Renato pode recuperar dando confiança a eles”, diz Pelaipe.

“É difícil, você é da posição e aí vem um treinador e improvisa um volante na tua posição, qual é a segurança que tu tem de jogar quando o treinador que está no teu comando não te dá confiança? E eu acredito que o Renato tem todas as condições de reabilitar alguns jogadores aí que fizeram bons campeonatos nos seus clubes e que chegaram agora no Flamengo e não estão dando aquela resposta que o torcedor espera”, completa.

Pelaipe defende Léo Pereira e Gustavo Henrique das críticas e lembra que na temporada de 2019 eles se destacaram atuando nas defesas do Athletico-PR e do Santos, considerando que não os falta qualidade para jogar.

“Quem é zagueiro fica, se sente, não desmoralizado, mas se sente desprestigiado, a palavra que melhor me ocorre nesse momento, e isso aí cria uma certa instabilidade. E os jogadores de defesa do Flamengo, de zaga, principalmente, exceção do Rodrigo Caio, que é um extraclasse, são jovens, são jogadores que chegaram no Flamengo há pouco tempo, um veio do Athletico-PR, o outro veio do Santos, o outro veio emprestado”, diz o dirigente.

“Os jogadores não estão dando a resposta, porque jogar no Flamengo, a camisa é pesada, a cobrança é forte, a torcida realmente exige. Dirigir o Flamengo, trabalhar como dirigente do Flamengo, como treinador do Flamengo ou jogar com a camisa do Flamengo, o Flamengo é um outro clube, diferente de todos até hoje onde eu trabalhei, porque realmente é uma carga uma cobrança e o torcedor realmente cobra”, conclui.

O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no Youtube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.

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