Flamengo vota novo contrato com Adidas no dia 17 com aumento de cotas e participação; saiba detalhes | flamengo

 

O Flamengo convocou para o próximo dia 17 a votação do novo contrato com a Adidas, com expectativa de aprovação sem grande oposição. Na verdade, haverá uma substituição do que está em vigência com melhoras significativas, incluindo ganhos retroativos.

A cota mínima anual passa de R$ 30 milhões para R$ 32 milhões, e a expectativa de arrecadação por temporada cresce de R$ 40 milhões para R$ 69 milhões. E os royalties sobre a venda de camisas também têm aumento substancial: de 10% para 35% por peça comercializada. Gilmar Ferreira, do blog “Futebol, coisa e tal”, do Extra, noticiou primeiramente alguns detalhes do novo acordo.

Antes de votar contrato, o marketing do Flamengo fará reunião na próxima segunda-feira para esclarecer pontos que serão atualizados nos novos temos. As mudanças também provocarão uma menor exposição da Adidas em ações do clube.

O contrato atual ia de janeiro de 2013 a maio de 2023. O novo foi ampliado até abril de 2025. Os novos termos, porém, passam a vigorar a partir de maio de 2021. Desta forma, o Flamengo receberá receita de forma retroativa em cima do que arrecadou nos últimos oito meses. Ou seja, há um acréscimo em relação ao que o clube já recebeu na temporada passada.

 

 

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Contrato curto dá maior autonomia ao Flamengo

Se no final de 2013, o Flamengo assinou longo contrato, com validade de 10 anos, a estratégia mudou radicalmente quase uma década depois. Agora, o clube optou por vínculo mais enxuto a fim de mostrar para o mercado que a Adidas não é opção única no mercado. Aliás, o Fla tem grupo de estudo para criar uma marca própria. O tema ainda divide grupos políticos e caciques rubro-negros, mas é recorrente nos corredores da Gávea.

Neste novo contrato com a Adidas, um passo dado rumo à marca própria é a autonomia para fechar com outras fornecedoras de menor porte para os esportes olímpicos – o basquete é a exceção. Um possível acerto com outras empresas para diferentes modalidades é tratado como teste para a adoção ou não da marca própria. Em outubro, em entrevista à editoria Negócios do Esporte do ge, o vice de finanças do Flamengo, Rodrigo Tostes, abordou o tema.

O Flamengo também terá liberdade para fazer “collabs”, uma estratégia de associação a outras empresas para lançamento de coleções. Isso já era permitido, e o lançamento de uma linha de roupas com uma marca de grande porte está previsto ainda para 2022, porém esse tipo de parceria tornou-se mais flexível no momento.

– Sobre a questão de marca própria, tem um grupo de trabalho aqui dentro estudando exatamente isso, chegaram a algumas conclusões, mas não a uma decisão final em relação à marca própria. Se vai ser uma marca própria, se vai continuar com a Adidas, se será híbrido… A avaliação que estamos fazendo com relação a marca própria é essa, se o momento é esse e qual o melhor momento para o modelo do Flamengo. Não é um clube que vende 100 camisas, vende milhões.

O Flamengo também retomou 100% da operação do e-commerce, que estava sob responsabilidade da Adidas. A empresa alemã concedia autorização, e os lojistas tinham a gestão das vendas físicas e digitais. Agora a comercialização virtual volta integralmente para as mãos do clube.

Outro fator interessante é a autonomia em relação a algumas propriedades. No atual contrato, o Flamengo é obrigado a repassar 8,5% de alguns dos seus patrocinadores que exibem suas respectivas logomarcas na camisa da equipe principal. Isso deixará de existir no próximo vínculo.

Com este acerto, também haverá um retorno financeiro retroativo em relação ao que o clube repassou de maio de 2021 até então.

Outro ganho do Flamengo é a redução da exposição da marcada da Adidas. O backdrop diminuirá nas coletivas, e a Adidas não terá mais a chuteira permanente na bancada das entrevistas.

Reunião com comissões para sanar dúvidas

Antes da votação do contrato, marcada para o dia 17, às 19h, na Gávea, o marketing do Flamengo se reunirá com comissões do Conselho Deliberativo para prestar esclarecimentos. Outros encontros com conselheiros devem acontecer até o fim da próxima semana.

Após assinar um contrato que previa redução e até mesmo rescisão em caso de rebaixamento lá em 2013, quando parecia um clube sem solução, o “Flamengo de outro patamar” agora mostra maior independência em relação à Adidas, empresa gigante no ramo esportivo. Apesar de considerá-la “parceira estratégica”, algo que o VP de marketing Gustavo Oliveira verbalizou em entrevista no último dia 25, o Rubro-Negro do futuro dá passos largos para andar com as próprias pernas em um mercado muito rentável.

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